Dia 25 de outubro, dia da Democracia. Duas reflexões
importantes:
1.Boa diplomacia:
recurso para solucionar qualquer problema.
Quantas pessoas você viu
resolver seus problemas usando a truculência verbal, a força bruta? Por certo
nenhuma. Na verdade, em vez de resolver um problema acaba-se criando outro...
Tentar resolver problemas a
pulso é retroceder à era das cavernas. A força dos músculos ou das palavras
deve ser usada para acalmar, não para enervar. A boa diplomacia já é capaz de
resolver litígios de qualquer ordem, em qualquer tempo. Ninguém deve renunciar
à tentativa de, diplomaticamente, resolver suas querelas.
As relações humanas, desde
os primórdios tempos, é uma história escrita com letras alternadas de
diplomacia e guerras. Ressalve-se que somente as páginas grafadas com a boa
diplomacia são as que ficam nas enciclopédias humanas como exemplos para
construir uma sociedade justa e pacífica.
Mãos domadas para atitudes
prudentes, cautela, ponderação, seriedade, voz mansa, esses são alguns itens
conceituais da agenda do homem contemporâneo. Nada de brutalidade, insolências,
ameaças ou inconveniências. Estar centrado no eixo da democracia é ter
condições para resolver o litígio que for. Esteios seguros são os que estão
fincados a prumo.
A boa diplomacia é uma
fração de duas partes iguais. Embora ambos possam ter razão, ou um ter mais
razão que o outro, ao olharem na mesma direção veem todos os lados da questão.
E, sem conflitar, dialogam, ponderam e entendem-se buscando o quociente comum:
o do “cada qual perde um pouco e ambos ganham um pouco”, e o do viver em paz
com as suas razões, um respeitando o
outro e o outro pelo um sendo
respeitado.
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2.Brigas?
Afaste-se delas. Paz: abrace essa ideia!
Há pessoas que diante de
qualquer insatisfação destila gotas de ódio.
Irascível, traz a mente inquieta, a boca cheia de insídias, as mãos
hostis. Por qualquer contrariedade engendra armações, ergue a voz, os braços
para a briga. Sua paciência é impaciente, seu controle incontrolável...
Atenção, não se permita
levar por um bolhão de ira repentino. Se pressentir que vai se enervar
controle-se. E se estiver diante de alguém nervoso afaste-se!
Cada um de nós, embora sob o
teto do mesmo dia, carrega seu fardo de problemas, cada qual com um volume,
largura, peso... Entretanto, uns e outros, “pavio curto”, perdem o controle
feito um trem que descarrila, joga a culpa no mundo e a reação vem em forma de
agressividade.
Evite pessoas nesse estágio.
Evite o confronto. E se acaso se aventurar e entrar em brigas, conheça bem seus
pontos fortes: gavião que ataca serpente sabe as garras que tem. Tema, sempre,
os revezes, pois brigas todos sabem como começam, mas ninguém sabe como
terminam. E o bom senso diz que não se deve querer saber.
Levar ou não vantagens num
confronto é um risco que você não deve correr. Por menor que seja traz
prejuízos colossais - moral, físico, financeiro... Quantas cicatrizes são
abertas e ficam acesas, às vezes para sempre, cortadas pela lâmina da
violência.
Fale o idioma da paz!
Pratique o gesto da paz!
Insatisfação? Nervosismo?
Inspire o bendito ar da tranquilidade e não estrague seu dia por nada. Diante
de qualquer embate fale o idioma da paz e esteja, sempre, cercado de amigos
numa convivência feliz.
Inácio Dantas
Do livro “Semeando Dias Felizes”
www.agbooks.com.br

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